data ESMO 2018

Apoio

quarta, 17 outubro 2018 18:34
Atualidade

Doentes com cancro da mama utilizam Twitter como fórum não-médico para partilha de experiências

O Twitter é uma plataforma na qual muitos doentes oncológicos partilham e discutem as suas experiências sobre a doença. Esta é a principal conclusão de um estudo exploratório recente que será apresentado no Congresso da ESMO 2018 em Munique e que analisou conteúdos de mais de 6.000 tweets e retweets sobre cancro da mama.

Segundo o autor do estudo, Dr. Rodrigo Sánchez-Bayona, da Clinica Universidad de Navarra em Pamplona, Espanha, "muitos dos doentes que vemos na prática clínica diária utilizam a comunicação social e os media para procurar informação sobre a sua doença, pelo que, enquanto profissionais de saúde, interessava-nos saber que tipo de conteúdo eles lá encontram. Ao mesmo tempo, o enorme volume de posts no Twitter representa um pool de dados substancial que podemos utilizar para avaliar atitudes e discursos em torno do cancro".

Para esta análise, foram recolhidos todos os tweets publicados com o hashtag #BreastCancer durante um período de sete dias e classificados de acordo com o seu conteúdo, objetivo, informação do utilizador e se tinham uma atitude estigmatizante em relação ao cancro da mama. Os tweets foram ainda agrupados em quatro subtemas: diagnóstico, tratamento, prognóstico e prevenção. “Este estudo fez parte de um projeto multidisciplinar de maior amplitude com o objetivo de analisar a presença de diferentes doenças nos meios de comunicação social. Em 2014, descobrimos que o cancro era a patologia mais mencionada no Twitter globalmente. Decidimos analisar em maor detalhe o cancro da mama em primeiro lugar por este ser um dos três tipos de tumor mais comuns a nível mundial e a principal causa de morte por cancro nas mulheres.”

Os dados recolhidos incluíram 3.703 tweets originais e 2.638 retweets. “Apenas um em cada três tweets originais tinha conteúdo médico", afirmou Sánchez-Bayona. "Cerca de 90% desta informação médica era apropriada, provavelmente devido ao facto de 40% dos tweets serem provenientes de instituições e contas públicas. A classificação dos tweets por objetivo revelou que o motivo mais frequente foi a partilha de experiências por parte dos doentes, seguido de perto pela defesa dos direitos dos doentes, ou ‘patient advocacy’. O subtema mais comum foi, de londe, a prevenção (44.5% dos tweets)."

Dos 2.559 tweets não-médicos analisados, menos de 15% continham declarações estigmatizantes sobre a doença. "As numerosas campanhas de sensibilização para o cancro da mama ao longo dos anos contribuíram certamente para reduzir o estigma associado a esta doença”, declarou Sánchez-Bayona. "Para muitos outros tipos de tumor, ainda existe uma necessidade por colmatar. Um dos nossos objetivos futuramente é explorar e comparar a presença dos media em diferentes tipos de tumor."

Estas primeiras descobertas são bastante relevantes e podem ser utilizadas, em particular, pelas associações de doentes para criar conteúdo médico relevante e aconselhamento sobre cancro que seja mais acessível para os utilizadores. Os meios de comunicação social podem ser usados como uma nova forma de informar sobre prevenção e educação em cancro – não apenas para os doentes, mas para uma audiência muito mais vasta."

Subscrever Newsletter do Congresso

Agenda

out19
09h15 – 10h44
Hall B3 - Room 23
out19
out19
11h50 – 13h30
Hall A2 - Room 18
out19
14h00 – 15h30
Hall A2 - Room 18

Área Reservada

Portugueses no ESMO'18

Dr. Paulo Cortes

Dr. Paulo Cortes

Prof. Doutor Luís Costa

Prof. Doutor Luís Costa

Prof. Doutor Sobrinho Simoes

Prof. Doutor Manuel Sobrinho Simões

Dr.ª Fátima Cardoso

Dr.ª Fátima Cardoso

Prof. Doutor Carlos Caldas

Prof. Doutor Carlos Caldas

Dr. André Mansinho

Dr. André Mansinho

Dr. Juan Carlos Barroso

Dr. Juan Carlos Barroso

Dr.ª Ana Barroso

Dr.ª Ana Barroso

Dr.ª Ana Castro

Dr.ª Ana Castro

Dr.ª Barbára Parente

Dr.ª Barbára Parente

Dr.ª Encarnação Teixeira

Dr.ª Encarnação Teixeira

Dr.ª Gabriela Fernandes

Dr.ª Gabriela Fernandes

Dr.ª Isabel Augusto

Dr.ª Isabel Augusto

Dr.ª Lurdes Barradas

Dr.ª Lurdes Barradas

Dr.ª Margarida Felizardo

Dr.ª Margarida Felizardo

Dr.ª Maria La Salete Valente

Dr.ª Maria La Salete Valente

Dr.ª Noémia Afonso

Dr.ª Noémia Afonso

Dr.ª Paula Fidalgo

Dr.ª Paula Fidalgo

Dr.ª Teresa Almodôvar

Dr.ª Teresa Almodôvar

Dr.ª Teresa Amaral

Dr.ª Teresa Amaral

Prof. Doutor Henrique Queiroga

Prof. Doutor Henrique Queiroga

Prof. Doutor José Dinis

Prof. Doutor José Dinis

Prof.ª Doutora Leonor David

Prof.ª Doutora Leonor David

Prof.ª Doutora Luzia Travado

Prof.ª Doutora Luzia Travado

Prof.ª Doutora Mafalda Oliveira

Prof.ª Doutora Mafalda Oliveira

Prof.ª Doutora Sofia Braga

Prof.ª Doutora Sofia Braga

Dr.ª Rita Carvalho

Dr.ª Rita Carvalho

Enf.ª Cristina Lacerda

Enf.ª Cristina Lacerda

Enf Sara Torcato Parreira

Enf.ª Sara Torcato Parreira

Dr. António Quintela

Dr. António Quintela

Dr Pedro Chorão

Dr. Pedro Chorão

Dr. João Rato

Dr. João Rato

Dr. Ricardo Fernandes

Dr. Ricardo Fernandes

Dr.ª Kátia Magalhaes

Dr.ª Kátia Magalhaes

Dr.ª Mariana Malheiro

Dr.ª Mariana Malheiro

Dr.ª Priscila Nejo

Dr.ª Priscila Nejo

Dr.ª Sara Alves

Dr.ª Sara Alves

Dr.ª Soraia Lobo Martins

Dr.ª Soraia Lobo Martins

Dr.ª Ana Leonor Matos

Dr.ª Ana Leonor Matos

Dr.ª Cláudia Vieira

Dr.ª Cláudia Vieira

Dr.ª Ana Raimundo

Dr.ª Ana Raimundo

Dr. Duarte Machado

Dr. Duarte Machado

Dr. João Pedro Pinto

Dr. João Pedro Pinto

Dr. Manuel Machado

Dr. Manuel Machado

Dr.ª Ana João Pissarra

Dr.ª Ana João Pissarra

Dr.ª Filipa Macedo

Dr.ª Filipa Macedo

Dr.ª Inês Guerreiro

Dr.ª Inês Guerreiro

Dr.ª Inês Vendrell

Dr.ª Inês Vendrell

Dr.ª Joana Camões

Dr.ª Joana Simões

Dr.ª Leonor Pinto

Dr.ª Leonor Pinto

Dr.ª Rita Félix Soares

Dr.ª Rita Félix Soares

Dr.ª Ana Joaquim

Dr.ª Ana Joaquim

A MSD NÃO TEM QUALQUER RESPONSABILIDADE SOBRE OS CONTEÚDOS DESTE SITE.